Porra…

15/10/2009 at 3:37 PM (Uncategorized)

Mais uma vez eu retorno a essa pocilga. Mas dessa vez, vou tentar escrever mais.

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Um homem de moral

13/06/2009 at 11:40 AM (Uncategorized)

Assisti o documentário “Um homem de moral”, sobre o Paulo Vanzolini. Bom demais. Para quem não conhece o sujeito, ele é um cientista, formado em medicina pela USP e com pós-graduação em Biologia por Harvard. Foi diretor do Museu de Zoologia por 31 anos. Mas não é bem disso que o documentário fala. É que, nas horas vagas, ele era – um baita – compositor de sambas, chorinhos, e tal. Ele é o autor de Ronda, Praça Clóvis e outros sambas que todo mundo conhece.

O filme é cheio de histórias gostosas, repleto de música boa. Saí feliz da vida do cinema, o sujeito é muito boa-praça. Fica a dica.

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Quando chorou

12/06/2009 at 1:38 AM (Uncategorized)

Às três da manhã, um pinguinho só. Foi um soluço que soltou aquela gota do olho esquerdo. Ele fingiu que não sentiu. A lágrima desceu, escorreu a barba do dito cujo até o queixo. E dali, toda teimosa, demorou uns cinco momentos, como que se pedisse ao senhor que a enxugasse. Tudo em vão.

Caiu. E lavou a alma de quem estava embaixo, tomando cerveja, perambulando sozinho pela Augusta, pensando na loucura do viver, do beber, do morrer.

Este senhor também rabiscava, enquanto uma menina isolada estava lá, falando alto, cantarolando altiva e poderosa em meio a garrafas, mesas, xavecos furados, cabisbaixos no microfone e centelhas.

Porque ela, ali ao lado por vontade própria – diz ela -, é supervisora. Passou-se o tempo em que vendia o almoço da manhã para pagar o couvert do cabisbaixo, quando voltava a pé para economizar bilhete único. Agora ela assegura que possui tempo, experiência, ciência e consciência, além de tudo o mais que é bonito e termina com ência. Em poucas palavras: ela é foda.

Cresce em cima do menino da mesa vizinha, mas não aguenta cinco minutos sem crença. Cresça, não crença, menina. Faz dessa vida uma não-vida, e viva. Faça cair uma lágrima na mesa do outro lado, mas uma de alegria. Uma alegria do ateu, que não acredita em alma gêmea, que não acredita em porra nenhuma. Só em você. Se é que ele existe, se é que você realmente existe, ou só finge.

Eu sei, desculpa. Às vezes, só nos resta fingir. Pode chorar junto.

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Max Gehringer e a greve

27/04/2009 at 9:22 PM (Uncategorized) (, , )

 Um dia, o Max Gehringer vai aparecer no Fantástico para dar dicas sobre a postura das pessoas perante os sindicatos.

“Se você quiser, resmungue um pouco no cafezinho com seus colegas, e só. Hoje em dia, ninguém gosta de ouvir essas coisas de greve, de contestação, você pode ser rotulado como uma pessoa chata. E, em conversas entre amigos que não trabalham no serviço público, a atenção deve ser redobrada. Afinal, você é um privilegiado; se você não acha que está bom, pode procurar outro emprego no mercado de trabalho. É assim que as pessoas pensarão de você. E você não quer ficar mal com ninguém, não é mesmo? São portas que se fecham”.

Anotou?

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Deu no orkut de hoje:

26/04/2009 at 12:01 AM (Uncategorized) (, )

“O mundo é uma tragédia para os que sentem e uma comédia para os que pensam”.

Mais uma frase para se guardar no bolso, para uma mesa de bar.

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Querida Excelência,

24/04/2009 at 8:33 PM (Uncategorized) (, , , )

 

Vossa Excelência, que muito fala e pouco ouve, que escuta é essa, debaixo desse criado-mudo?

O que ela ouve? O que ela quer?

Será que é preciso de escuta para alguém que fala em autos e bons sons, que brada aos quatro ventos, que goza de tal influência no meio das rodas, Vossa Excelência?

Se eles continuarem teimando, Vossa Excelência, mate dois coelhos com uma cajadada só: cale-se.

É bom para Vossa Excelência, e melhor para todos nós.

 

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Galinhas não.

13/04/2009 at 6:31 PM (Uncategorized) (, )

Em rodinhas de orgia, de cerveja, de recreio, em casa, ou no mictório. Não importa o lugar nem o momento, é certo que você já ouviu aquela surradíssima pergunta: “Quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha?”. Será que a questão a ser feita não seria: Quando viu que nasceu, por que não matou, antes que se multiplicasse?

Já sei, vai ter bispo me excomungando, reprovação de todos aqueles da Associação de Direitos dos Animais. Mas a verdade é que poucos animais são tão fadados à extinção quanto uma galinha. É só observar uma perambulando por aí. É insuportável. 

Primeiro de tudo, a cara de nóinha da galinha. Olhos arregalados como se cheirasse cocaína desde dentro do ovo(feto também tem os mesmos olhinhos). O cacarejo às 4 da manhã também é coisa de nóia, que não consegue dormir. E isso não é tudo. A criaturazinha é de uma estupidez inigualável. Você liga a luz, a besta fica acordada, se apagar a luz, o bicho dorme. Você deixa comida na frente, a coisinha come sem parar. E fica lá, mesmo sem fecundar bosta nenhuma ela ficando botando ovo, aquela ridícula. E o que me deixa muito irritado, fruto-mor da falta de inteligência galinácea: elas morrem botando ovo. Mais ou menos 5% desse lixo genético morre dessa forma. Gente, o ovo nem fecundado está. A digníssima nunca tomou uma galada, ainda tenta botar um ovo, e para finalizar, morre na tentativa. É deplorável. Gostar de galinha é desgostar de si mesmo. É tão simples. Se a imbecil sabe que vai morrer com o tal ovo, simples: é só dar uma boa sentada no chão com o ovo entalado que ele quebra. Se fosse um bicho adaptado darwinianamente, as outras galinhas provavelmente bicariam o ovo, e salvariam a colega. Mas isso é pedir demais de um bicho tão desprezível.

Aliás, falando em Darwin, não há uma teoria biológica que preveja um animalzinho tão estúpido. Além de todos esses argumentos dispostos anteriormente, o bicho não voa. Me digam, como uma galinha viveria? O bicho é uma topeira(desculpe topeirinhas, ela é bem pior que vocês). Pede um tapa na cara, uma bica na bunda. Não voa, corre sem direção alguma, não tem mecanismo de defesa, muito menos de ataque… é gordinha, toda desconjuntada. Se Darwin estivesse certo, ah, meus amigos, o feijãozinho da sua mãe perderia metade do tempero, e o almoço dos domingos teria de se virar para arrumar um acompanhante para o macarrão.

E o que falar do cristianismo? Acreditar que um criador, do alto da sua perfeição, fez a galinha é duvidar da própria capacidade. Eu sozinho faria um bichinho melhor, mais bonito e além de tudo mais cheiroso. O que é o fedor de um galinheiro? Pelamordedeus! PelamordeDEUS não, que eu começo a duvidar após analisar uma ave tão mal projetada. E se apesar das evidências, isso tudo for verdade, Noé é um belo de um filho da puta. Não só por trazer galinhas na Arca, que é um motivo menor. Mas por quê, oh, por quê, ele não deu uma dedetizada naquele barco, lavou os animais? Se você vai pra roça e volta com pulga, carrapato, gonorréia e cancro mole, você já sabe quem culpar.

Cansei. Não quero mais falar dessa imundície da terra. Vou espairecer, caçar alguns pombos, comprar um casaco de peles, comer uma coxinha, que eu ganho muito mais.

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Mano, lê isso

13/04/2009 at 9:21 AM (Uncategorized) (, , )

A entrevista não passou ontem à noite na Globo mas é fantástica:

PS: Eu sei que pago pau pro Xico Sá. Mas ainda bem que é só pau. É ele o dono do blog O Carapuceiro, aí nos links.

PS²: Trechos copiados do blog Revista Errata, lamentavelmente desativado.

Revista Errata – Você é uma pessoa muito ativa, inclusive nas relações ditas homossexuais. Entre política, drogas, sexo e futebol, você poderia nos liberar um furo que mataria muito PC Farias de inveja?
Xico Sá –
Rapazes, na minha terra a moral mínima sempre foi essa, de mão única: só é viado quem dá, quem cede o fogareiro, o boga, o fiofó, o oiti… Como fazer, sem um dólar furado no bolso, para assistir aos velhos faroestes ou os tantos Tarzans sem antes comer o baitola, o belo perobo que fazia ponto no cinema, o heróico Eudes do cine Eldorado de Juazeiro? Só se fosse roubando. E entre roubar e abater um viado limpinho, sempre escolhíamos a legalidade, por supuesto. E chega de furos, encerrei a carreira de Bob-Watergate-Woodward-do-Crato numa casa de massagem de Bancoc, Tailândia, anos 90, minutos antes de embarcar com PC Farias para o Brasil.

Revista Errata – O que o jornalismo já lhe rendeu até agora? Você ficou rico escrevendo? Minha vida depende de você… O agiota mal-encarado que me liga todo dia não parece ser lá muito compreensivo.
Xico -
Amigos, quem bebe bem e fode muito mal não tem tempo para ficar rico. Para completar, acho que dinheiro ganho com jornalismo é igual a dinheiro ganho com jogo de azar: a gente tem que torrar mesmo, imediatamente, porque, convenhamos, não se trata de um ofício dos mais honestos e religiosos da face da terra. De qualquer forma… pra comer não, mas pra beber te ponho na mão umas patacas. É só chegar aqui na esquina da Fernando de Albuquerque com a Augusta, distrito da Consolación, San Pablo, daqui não sairás com o fígado impune.

Revista Errata – Jesus optou por transformar água em vinho ao invés de transformá-la em aguardente, o que semanticamente seria muito mais simples. Ao contrário do Pai, que é tímido, Ele não te parece exibido?
Xico –
Sim, eis o momento crucial da humanidade. Ao optar pela viadagem do bom vinho, essa coisa que enche a boca de orgulho dos Renatos Machados da vida e outros exibicionistas e novos-ricos, o cabeludo da cruz criou a confraria mais esquisita do mundo: a dos homens que cheiram a rolha e chacoalham a porra na boca antes de mandar para dentro.

Revista Errata – Xico, quais são seus ídolos? Você acredita no fim do mundo? Qual é o sentido da vida? Quem é Deus? Qual é a solução da pobreza? Qual é o final de Lost? Responda numa só frase e com rimas.
Xico –
Que os ídolos ardam na fogueira
De lenha boa e acesa na cachaça,
Que Deus tome uma e veja a farsa
Que submeteu essa nação fuleira,
Pois a única saída para a massa:
É fazer merda e pedir a saideira!

BATE-BOLA:
- Bananeira:

Fotossíntese do pau.
- Bolsa-Família:
O direito do miserável poder curtir uma ressaca sem ter que ser escravizado às 5 da manhã debaixo de um sol filho da puta de quente.
- Um processo inesquecível:
O do coronel Ubiratan, aquele do massacre do Carandiru. Deus castiga!!!
- Nova literatura brasileira:
Bebe-se pra caralho e escreve-se socialmente, inclusive este escriba caindo aos pedaços, se é que vocês me entendem.
- Cuecas boxer:
Tô dentro até o talo.
- Região sudeste:
É como a linha paulista do metrô e também como o amor: começa no Paraíso e termina na Consolação.

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Miojo do twitter

13/04/2009 at 9:05 AM (Uncategorized) (, )

Hoje eu acordei, bocejei, tirei, mijei, chacoalhei, guardei. Esqueci de lavar, mas coloquei no mesmo lugar. Saí do banheiro e pensei se deveria voltar. Fiz minhas obrigações intestinais e tentei limpar, fiquei estupefato, estava quase limpo! Desta vez, não esqueci de lavar as mãos, fui à cozinha e bebi, comi, arrotei, peidei, sentei, olhei, pensei, andei, vi, ouvi, parei, falei, calei, pensei obviedade, números caóticos em minha cabeça e algumas pensatas, fiz piada, namorei, dei risada, vi que estou cheio de coisas para fazer, estou entediado num domingo chuvoso, estou estressado com o trânsito, estou puto com o meu emprego, senti que este é o melhor dia da minha vida e etcoetera. Nem sempre na mesma ordem, claro.

Agora é só escolher um pedaço, recortar e colar!

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Faroeste

12/04/2009 at 10:13 PM (Uncategorized) (, )

O bandido entra no tal saloon sem olhar para trás. Observa o caubói como se este fosse a bosta da mosca do cocô do seu cavalo negro, caminha em direção ao seu antípoda e faz aquele tipo de atitude, típica por si só: os olhos semicerrados de desdém, como se tivesse preguiça de abrí-los para tal criaturazinha, a voz arrastada e a postura de quem realmente tomou o reino da cocada preta para si. Eis aí o sujeito, subestimando outrem como se estivesse a quilômetros a frente nessa corrida rumo ao não-sei-o-quê.

 

Calma, amigo, não sou mocinho, portanto, mesmo que você fosse o bandido, não há duelo possível entre nós. Poucos são os que não cometem este deslize na vida; só queria te dizer que táí ó: eis um jeito de deixar o mundo bem xoxo. Convenhamos: vale a pena?

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