Nesse mundo vencedor, onde o filme já acabou e as pessoas saem da sala sem esperar os créditos, onde as favas já estão contadas, onde todos apenas esperam o apito do juiz, lá naquele lugar onde não se deve nem pensar no futuro da catilogência, onde precisamos investir o hoje para capitalizar o amanhã, ainda sobra angústia em uns e muitos outros para brindar à nostalgia de sentir que, por trás de luzes, chips, chapinhas, bolsas de couro e de valores, vestidos, firmas, maquilagens, cnpjs, pedaços de metais reluzentes e mil outros etcoeteras, a tragédia é sempre aquela, a risada é sempre a mesma e a alma ainda teima, por mais minúscula que seja.