Acabou
Por um mês ela esteve comigo, em todos os momentos. Ela me preenchia e me envolvia, era pura sedução. Queria mais e mais, nunca era suficiente. Foi minha companheira de todas as horas, desde a boca do café ao travesseiro de babar. Falava dela o dia inteiro. E o melhor: todos os meus amigos – o mais surpreendente, amigas também – e até desconhecidos queriam saber dela. Eu era o homem mais feliz do mundo.
Mas aí vem o destino e páu. Onze da noite, sozinho, numa colcha sem lençol, num frio infernal, roubando internet do vizinho e sem ela. Se ela estivesse comigo, estaríamos na sala, juntos.
Agora só me resta o sofrimento – e a esperança de que esses dois anos passem logo e a Olimpíada chegue porque, de eleições, ninguém gosta de conversar comigo… Tchau, Copa.