A vida é uma padaria.

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A vida é uma padaria?

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Caro amigo, sou capaz de apostar que você, assim como vários que se deparam com essa frase, ficou realmente encafifado com a afirmação-título deste blogue. Para mim, a justificativa é mais intuitiva do que racional, e por isso não acabarei com a mágica deste drops de sabedoria tão cedo. O objetivo deste textículo, na realidade, é dar a César o que é de Davi, o meu primo: este último é o dono da frase, que eu absorvi como uma verdade universal, digna dos grandes provérbios falconianos. alguns arautos da moral e dos bons costumes poderão dizer que isso não é lá de muito bom tom, mas farei uma revelação: não acredito em criatividade. Tal asserção, eu sei, merece um posto específico e mais longo, por isso só resumirei, por enquanto, neste pequeno aforisma: Tudo o que se escreve e fala é construção coletiva, e nada mais basta do que uma bela – às vezes genial – capacidade de observação ou de reflexão para que se obtenha tal perícia. O que não sei se é o meu caso, mas whatever.

Aliás, sempre que estiver sem grandes ideias, colocarei algumas verdades universais deste filósofo brega, um dos maiores pensadores falantes desta flor do Lácio que é, sem dúvida, a mais bela.

Beijo nas nádegas,
Cárlos Árthur.

Escrito por Arthur

12/04/2009 em 8:34 PM

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Esse é firmeza

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Hoje à noite, se tudo correr direitinho, beberei algumas com o meu grande comparsa, o Ganso. Um dos maiores expoentes da família Arantes.

O Ganzo é a típica pessoa que não consegue ficar parada. Sua cabeça está sempre viajando, é daqueles que bebe uma breja pensando na próxima. Autor de frases célebres e sacadas geniais em momentos surpreendentes. Uma destas histórias eu conto agora.

Íamos para o Clube dos empregados do Terminal da Petrobrás em Guararema, onde meu pai – o Chicão – trabalha. Era domingão, e estávamos reunidos em família para fazer um tradicional churrasco. No carro, estavam o Chicão no volante, o Ganso ao seu lado e eu e meus irmãos atrás.

Para chegar ao Clube, é preciso que se atravesse um pouco da empresa. Estávamos conversando animadamente durante o trajeto, mas, por uns trinta segundos, o assunto acabou. Gustavo olhou em volta, procurando algo para poder falar, e viu algumas tubulações de metal. Ávido em puxar papo, perguntou:

- Tio, o que é aquilo ali? (apontando para os tubos)
- Ah, isso são dutos que eles estão reformando – respondeu o Chicão.

Neste momento, o Ganso não percebeu que estava numa enrascada. Não entendia picas sobre dutos. Mas, sem pestanejar, como de costume, tentou elogiar a Petrobrás – adorada do Chicão – acreditando que conseguiria improvisar um elogio antes de chegar no fim da frase. Ledo engano:

- É, tio, eu acho mó legal essa estratégia da Petrobrás fazendo… (não vem nada)… tentando… (nada outra vez)… (sem escolha, ele solta e reza para que ninguém esteja prestando atenção:) Ah, sei lá.

- Como sei lá?, (Chico irritado).
- Ah, sei lá.
- Você é louco?

Eeesse sim é firmeza.

Escrito por Arthur

28/11/2008 em 1:26 PM

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Melhor comer doce de leite com os amigos do que merda sozinho

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Eu não tenho dúvida. E se isso for verdade, eu tenho certeza de que você, que está lendo esse pequeno textículo, acordou mais cedo do que queria e, creio eu, vai dormir depois, atarantado com os afazeres dessa vidinha mais ou menos. Provavelmente chegou em casa e só tinha comida fria – isso se o seu irmão – ou o filho da puta equivalente numa república, pensão, etc. – não comeu toda a janta, deixando-o apenas com o prato sujo e o tapôuér para contar história.

Sim, sim. Acreditem, não há volta. A partir do momento que você nasce, não há mapa astral, trabalho, simpatia ou benzimento que o protegerá dessa verdade insofismável: estamos aqui para nos fodermos. E, não, meu amiguinho cybertarado, não é no sentido que você está pensando e pelo motivo que você passa horas na internet. A realidade é cruel, e já se mostra no primeiro tapa do grande médico que lhe apalpou as nádegas, sendo reafirmada durante todas as fases da sua vida.

E é neste meio do caminho, onde tentamos escapar das fodelanças inevitáveis, que conhecemos outros que se foderam de maneira parecida conosco. Ou tomamos no cu com a mesma professora, ounos conhecemos, de repente, porque uma incompetente no cinema não soube fazer uma fila decente. São várias as maneiras de se fuder e conhecer pessoas que compartilham da nossa revolta em levar na tarraqueta.

São a vocês, meus grandes amigos, que dedico mensagens de sorte e dias melhores. E que nos vejamos sempre que pudermos. Para mostrar o meu apreço, recorro ao meu grande guru Falcão para lhes dizer uma verdade ensimesmada:

“É melhor estar ao lado de quem você gosta do que pisar descalço num monte de bosta”.

Porque, se sabemos que tudo isso está uma esculhambação, pelo menos podemos rir de toda essa balbúrdia, claro. Ou não?

PS: Daniel, boa viagem por lá.

Escrito por Arthur

10/11/2008 em 10:53 PM

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